Porto inseguro: o pastor não cuidou nem mesmo de sua filiação

Samuel Souza publicou hoje em seu blog que o ex-vice governador do Maranhão, pastor Luis Carlos Porto, perdeu o prazo de filiação partidária. Li, reli e li novamente achando que a vista estava ruim. Mas, não, estava mesmo escrito e documentado que o pastor – segundo o TSE – não está filiado a nenhum partido político na data de hoje (07/11/2011). O prazo para a filiação de quem queira se candidatar em 2012 encerrou-se há exatos 30 dias (07/10/2011).

Porto é um daqueles políticos que insiste em virar folclore. Quando era vice-governador fazia questão de andar com seguranças no padrão dos filmes de roliúdi: ao menos três fortões, de terno e óculos escuros. Era uma diversão para os funcionários do governo do Dr. Jackson. Este, aliás, se sentia incomodado com tantos seguranças ao seu redor, lhe medindo os passos. Mas era obrigatório, fazia parte dos ritos do poder, diziam eles.

Achando pouco chamar a atenção com o estardalhaço que fazia em suas aparições públicas, o pastor tirou da manga o que ele deve ter imaginado como o maior case de marketing político dos últimos tempos: vestiu – literalmente – a bandeira do Maranhão. Mandou fazer camisas com as listras da bandeira. Aí o nobre leitor avalie a cena: o pastor (que é um homem alto para nossos padrões), descendo do carro preto, cercado por seguranças e com uma camisa listrada de vermelho, preto e branco. Realmente chama a atenção. Mas não sei se exatamente com o sentido que ele arquitetou.

Na última campanha municipal Porto assumiu de peito aberto a candidatura do atual prefeito Sebastião Madeira. Botou mesmo a mão na massa, como se diz. Eu mesmo o vi, várias vezes, com seu aparato público de segurança fazendo campanha em Imperatriz. Madeira foi eleito e o dedicado pastor foi cassado junto com Dr. Jackson. A saída: um cargo na gestão Madeira. Mas o prefeito lhe deu uma sinecura. Nem o fez secretário. Lá se vai o pastor de volta ao seu ostracismo político.

Na dança das cadeiras para as próximas eleições, Porto filiou-se ao PP. Ou pelo menos achou isso. Chegou a pregar na propaganda de radio e TV que o seu partido tinha, sim, candidato a prefeito em 2012 (leia aqui). Mas alguém deliberadamente deixou de acrescentar seu nome na lista de filiados. Digo deliberadamente porque é inconcebível que um partido tenha esquecido de filiar o seu pré-candidato a prefeito. O pior de tudo é que o pastor sequer checou se estava filiado.

A pergunta é: como é que uma pessoa que sequer cuida de sua própria filiação pode querer administrar uma cidade como a nossa?

One thought on “Porto inseguro: o pastor não cuidou nem mesmo de sua filiação

  1. Ri alto aqui!!!!!!! Tô com estoque de riso para mais 5 anos!!!!!!! Será que esse tipo de coisa acontece em outro lugar do Brasil? Ou é só nesse Maranhão véi lascado mesmo que um vice governador comete um ato de total inexperiência, despreparo e sei lá o quê como esse?

    Esse aí nasceu pra ser piada.

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