Bandeiraço era outra coisa

Posted on

lula (1)Não sei exatamente quando começaram os bandeiraços. Mas quando iniciei minha militância no PT, lá pelos anos 80, eram motivo de alegria. Bastava marcar a data, o horário e o local que a militância estava lá, alegre, sorrindo, ainda que debaixo de muito sol, e encarando os mal encarados nos carros. Hoje o que se vê é patético, humilhante, com senhoras e moçoilas estáticas, com cara amarrada, livrando o almoço do dia.

Em São Luís, onde militei a maior parte de minha vida petista, geralmente íamos pros retornos das grandes avenidas, avenida Beira Mar, praias. Cada militante geralmente tinha sua própria bandeira, de estimação, feita em casa mesmo. Uma mais bonita do que a outra. Havia até aquelas que brilhavam com o sol, outras com dois tecidos costurados pra não ter frente nem verso; havia as gigantes, as brancas com estrela vermelha, as vermelhas com estrela amarela e letra preta. Não, não havia bandeira do PT verde, amarela e azul, que isso era coisa da direita. Mas sempre havia uma bandeira do Brasil.

Outra característica do bandeiraço era a presença do candidato. Nas eleições municipais, além dos candidatos a vereador, ia também o majoritário. Nas estaduais, o candidato a governador participava de algumas, as maiores, mas os proporcionais sempre estavam lá, com o santinho nas mãos, pedindo voto de carro em carro. Nesse tempo ainda era permitido usar camisa dos candidatos, que comprávamos pra arrecadar dinheiro pras campanhas, assim como fazíamos feijoadas, almoços, rifas, pra pagar a impressão dos santinhos. Era o jeito dos partidos de esquerda enfrentarem as máquinas das campanhas da direita.

Lembro do Lula na praça Deodoro em todas as campanhas. Ficávamos ali o dia todo, fazendo panfletagem e bandeiraço o dia inteiro avisando que mais tarde Lula estaria lá. E ouvíamos seu discurso atentos, sem piscar. Cheguei a ver alguns militantes-tietes dar a bandeira (aquela, feita em casa) pra ele autografar. Era o manto sagrado de todo petista. Até outro dia vi nas minhas gavetas uma bandeirinha que guardei desse tempo. Ainda deve estar lá no fundo, quieta, se sentindo inútil hoje em dia.

O mundo real vai acabar em 2015

Posted on

1612_oculusFãs de Matriz, tremei, vibrai. Está chegando a hora das aventuras de Neo e companhia virarem realidade. Um jovem pesquisador da Califórnia dedica-se a criar a realidade virtual mais real de todos os tempos. Para se ter uma ideia da importância, Mark Zuckerberg (sim, o dono de tudo), decidiu investir nada menos que 2 bilhões de dólares na pesquisa após experimentá-la por uma hora. Veja abaixo um trecho da matéria e click no link para ler a íntegra.

Uma das maiores revistas internacionais da área de tecnologia, em edição recente, garante, numa reportagem de capa, que o moleque Luckey está perto de mudar os mercados de jogos, filmes, TV, musica, design, medicina, sexo, esportes, artes, turismo, redes sociais, educação e até mesmo a própria realidade, esta “velha anciã” que já não nos é suficiente.

O Mundo Real Vai Acabar em 2015.

PT e PSDB escalam equipes para início de ‘guerrilha virtual’

Posted on

redes_sociaisÉ da avenida Indianópolis, na zona sul da capital paulista, que uma equipe monitora diariamente as menções na internet ao governador paulista, Geraldo Alckmin, e à sua administração.

Do diretório estadual do PSDB, um grupo acompanha quais são as principais palavras ligadas ao tucano e se as referências a ele são “positivas, negativas ou neutras”.

Esse mesmo grupo diz à direção do partido – e, consequentemente, à cúpula do governo do Estado– quando é preciso reagir aos “ataques virtuais”. Na última semana, a equipe trabalhou para tentar minimizar comentários negativos à atuação da Polícia Civil na cracolândia.

Enquanto críticos de Alckmin disseminavam comentários sobre a violência dos agentes, seus defensores promoviam uma “agenda positiva”, divulgando a sanção da lei que proíbe testes de cosméticos em animais.

Na região central da cidade (bairro da Bela Vista), uma equipe faz basicamente o mesmo trabalho, só que para o PT. Comandado pelo sociólogo Sérgio Amadeu e pelo jornalista Renato Rovai, o grupo usa um software para monitorar temas que interessam aos petistas e indicar como eles estão sendo tratados. “Mensalão”, “PT” e “Dilma” são as palavras-chave mais buscadas hoje.

Com informações da Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa clicando aqui.

Marca de lingerie bane as supermodelos e o Photoshop de suas campanhas

Posted on Updated on

aerie-4“Uma marca de lingerie se junta à cruzada para redefinir a beleza”, afirma o AdFreak. Qualquer semelhança com o discurso da Dove não é mera coincidência. A Aerie, fabricante de lingerie para garotas de 15 a 21 anos, afirma que não contratará supermodelos e também não usará mais o Photoshop para retocar as mulheres dos seus anúncios.

As garotas são bonitas, usam maquiagem e a iluminação também faz a sua parte, mas as fotografias passaram longe do Photoshop. “Mas essas garotas não precisam de retoques’, você diz. E eu concordo que as meninas estão provavelmente muito perto de impecáveis na vida real. Mas em um mundo onde o Photoshop morfa modelos já super gostosas em modelos super gostosas com coxas finas e pele perfeita e proporções não humanas (procure no Google por Photoshop fails da Victoria’s Secret para exemplos gloriosos), esse é um passo na direção certa”, opina o AdFreak.

Interessantes também as alterações no site da marca – quando uma garota escolhe um sutiã e define o seu tamanho, uma modelo de tamanho proporcional, que de fato veste um sutiã daquela numeração, aparece na tela, e não sempre a mesma modelo magérrima.

Com informações do BlueBus.

AdNews: Está difícil assistir aos comerciais de TV durante os intervalos

Posted on

Tem publicitário que gosta de dizer que não vê TV aberta, que só lê revistas sofisticadas e fica ligado apenas nas emissoras de rádio classe A. Estão alheios ao universo das pessoas com quem eles falam: a imensa maioria dos consumidores. Como sempre faço, num dia de semana a cada mês, assisto ao horário chamado de “super nobre” da Rede Globo. Que começa no Jornal Nacional e vai até o início do Jornal da Globo.

Recentemente, passei pela experiência de viver uma noite de TV aberta. Enquanto a produção dos programas melhora, principalmente das novelas, a publicidade brasileira, definitivamente, passa por um momento ruim.

Em pleno século XXI, é preciso ver mais de 15 comerciais para encontrar um com linguagem própria, criativo. São comerciais em que os anunciantes jogam dinheiro pela janela, tentando vender suas marcas de celulares, cervejas, bancos, carros, além do tradicionalmente pouco criativo varejo. Nessa relação, para ser justo, há um ou dois, em cada categoria, que vêm com a marca da criatividade. No comercial de um dos bancos, só pelo tom da voz do locutor você já faz a identificação de que aquele sai da paisagem, tem uma unidade e usa suas cores como ninguém.

Na categoria “automóveis”, muitas marcas anunciam da mesma forma. Geralmente uma celebridade apresenta para o telespectador as vantagens de comprar este ou aquele carro. E, depois de algum tempo, você não sabe se aquele carro era da marca X ou da marca Y.

As empresas de telefonia celular entraram na moda das ofertas. Uma dá tarifa zero para ligações entre aparelhos da mesma marca. A outra, um plano com preço fixo para um determinado número de ligações. E quase todas não explicam porque, por causa da sua tecnologia, eu devo dar preferência a elas. Tudo oferta. Tudo passageiro.

Todo profissional que trabalha com criação sabe que a coisa mais fácil do mundo é achar alguém importante, e desenvolver um texto para que ele fale para a câmera e pronto. Isso não é criação!

Naquela terça-feira, vendo aqueles comerciais, minha filha Eduarda, de 11 anos, ao meu lado perguntou: “Papai, tem gente ganhando para fazer isso aí, chato né?” E eu respondi: “Tem, minha filha, e o pior é que se acham gênios”.

Não tenho nada contra o uso de artistas e personalidades em comerciais. Quando utilizados com criatividade, o resultado é sempre melhor do que a apresentação de simples anunciadores. Em recente campanha para a Fisk, trabalhamos com os atores Bruno Gagliasso e Paloma Bernardi, interpretando um casal ciumento, em pleno aeroporto. Ajudou muito, superando o número de matrículas que a rede esperava.

Para lançar os telefones celulares em São Paulo, chamei o Jô Soares para fazer personagens diferentes em cada comercial. A história da campanha do Jô com a Telesp Celular é um case. De um planejamento para buscar 200 mil usuários, depois de um mês, tínhamos uma fila de mais de 1 milhão de pessoas.

No varejo, eu tenho certeza de que a culpa não é dos publicitários. Todos sabem como nesse segmento o cliente impõe suas regras e quer seguir tudo o que o concorrente faz. No caso de bebidas, carros, telefonia e bancos, pela qualidade de agências que todos têm, não dá para afirmar que o problema está no anunciante ou nos criativos que tocam suas campanhas. Tem gente que diz que é o cliente que está impondo suas ideias e seus caminhos e que, por medo de perder a conta, muitas agências aceitam. Como tenho acompanhado toda a evolução do marketing e dos clientes no Brasil, não dá para acreditar plenamente nesse motivo. Alguma coisa existe para que a propaganda brasileira tenha caído tanto nos últimos anos em termos de criatividade. Uma coisa é certa: é quase um sacrifício assistir ao horário comercial.

Artigo encaminhado por Agnelo Pacheco, publicitário que começou a carreira no início da década de 1970, montou a própria agência em 1985 e conquistou, entre outros, os prêmios Clio Awards de New York da Propaganda Brasileira, Leão de Ouro do Festival de Cannes e foi eleito o Publicitário do Ano pelo Prêmio Colunistas.

Com informações do site adnews.com.br.

Já está no ar: os 100 melhores álbuns da música brasileira de 2013

Posted on Updated on

MMB2013Dorival Caymmi já disse que quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Mas o Brasil é samba e muito mais. Pra quem é curioso, navegando pela web podemos descobrir verdadeiras preciosidades musicais daqui, dali e de acolá. Samba, Bossa, Rock, Brega, Forró, Rap… Tem muita gente boa que, evidentemente, não consegue ser absorvida pela roda vida do mercado fonográfico nacional.

Mas se você é daqueles que não tem paciência pra garimpar as pepitas na grande rede, um maluco “jornalista e crítico cultural” de nome Ed Félix fez isso pelo bem da humanidade. Desde 2010 ele publica gratuitamente aqui na web os 100 melhores álbuns da música brasileira de cada ano. A versão de 2013 já está disponível. Ed Félix garante que ouviu mais de 600 álbuns e selecionou o creme de la creme. Vale a pena.

JN revela ao Brasil o que já sabemos: estado rico, povo pobre

Posted on Updated on

Como diz aquele comercial: não está fácil pra Roseana. E como diz o seu maior aliado, o ex-presidente Lula: nunca, na história do Maranhão, a grande família foi tão exposta como agora. É um reflexo natural, decorrente de décadas de um mesmo clã no poder. Sim, clã, descendentes de um mesmo indivíduo, um mesmo senhor.

Até mesmo o distante Jornal Nacional da Rede Globo – que foi muito ajudada por José Sarney quando foi presidente – não teve como resistir. Enviou um bom repórter pra saber que história era essa da governadora dizer que o Maranhão está em crise na segurança por conta de estar se transformando em um estado rico. O que se revela é que, de fato, como sabemos, o estado cresce, mas a riqueza não aparece, não é distribuída e não é sentida. Pelo menos por nós.

Segue o link a matéria do JN, para quem não viu:

http://http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/v/maranhao-e-um-dos-piores-estados-nos-indices-sociais-do-pais/3080503/