Como devem se comportar os candidatos na última semana de campanha?

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edinho_dino2Começamos hoje a última semana de campanha antes das eleições. Como se diz aqui no Maranhão: é hora de vaca desconhecer bezerro, hora do tudo ou nada. É nesta semana que os eleitores amadurecem o voto, decidem, ou, pelo menos, encaminham as decisões. É neste momento também que os candidatos com menos chances começam a jogar a toalha e os que disputam injetam mais recursos, principalmente para a “contratação” de cabos eleitorais.

Nesta terça tem o que parece ser o último debate entre os candidatos ao governo, na TV Mirante/Globo. Sim, citei a Globo porque tudo indica que a cabeça de rede deve exigir o mínimo de seriedade neste debate. Não custa lembrar que o jornalismo das afiliadas tem a tutela da Central Globo de Jornalismo. Em 2010 o mediador foi o jornalista Tonico Ferreira, este ano será Fabio Wiiliam, da TV Globo de São Paulo.

Restam ainda três dias de programas eleitorais para os candidatos. E geralmente, na reta final, costuma-se ter dois programas novos por dia e não apenas um reprisado como antes. A tendência é: Flavio Dino mostrando que a eleição está consolidada e Edinho Lobão acusando, acusando e acusando, para tentar levar a peleja para o segundo turno. A essa altura, considerando o que já foi feito até agora, Edinho Lobão não tem outra saída. Agora não adianta mais tentar mudar o rumo e fazer uma campanha, digamos, propositiva.

Flavio Dino sabe que, apesar da vantagem, a eleição não está ganha. Deve mostrar que tudo leva a isto, mas não vai cantar vitória, baixar a guarda e morrer na praia. Já passou por isso antes. Aqui em Imperatriz deve ganhar folgado, dada a característica da cidade em não votar com os Sarney há bastante tempo. Até os candidatos a deputado ligados ao governo estadual acreditam nisso e pedem voto pro candidato governista sem muita empolgação.

Candidatura de Edinho Lobão é uma incrível sucessão de erros

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Senador-Edinho-LobãoPor mais que eu tente, me esforce, empenhe tempo, não consigo entender o que passa na cabeça dos estrategistas da campanha governista. Os tais marqueteiros. Desde que trocaram a candidatura do ex-secretário Luis Fernando pela de Edinho Lobão o que se vê é uma incrível sucessão de erros. Começando pela mudança do candidato, claro.

Trocar Luis Fernando, um político com imagem séria, por um candidato que já começaria a campanha com o apelido de Edinho 30, por supostamente cobrar essa porcentagem em comissões no governo do pai é pedir pra perder. Até o colorido couro do boi de Laurentino sabe que Edinho Lobão não é exatamente uma pessoa talhada para ser governador. É mais ligado a ostentações, helicópteros, carrões, baladas e contar dinheiro do que a estudar os problemas maranhenses. Entende de lucro, mas não de macroeconomia.

Os debates, entrevistas, comícios, provaram isso: Edinho passou a ser motivo de piada. Mostra que não sabe dos problemas do estado e muito menos como resolvê-los. Só fala chavões e algumas de suas declarações são motivo de piada. Resultado: chances de derrota ampliadas. Remédio receitado pelos estrategistas: baixar o nível da campanha e criar factóides. Situação do paciente com o tratamento: quase entrando em coma eleitoral. Se há nesse comportamento algum sinal de marketing eleitoral, já podemos esquecer tudo o que aprendemos sobre o tema.

Há muita coisa em jogo numa eleição como essa. Muitos valores, com seis, nove zeros. Muito poder. E eles não querem – claro – entregá-lo. Mas com os erros que se sucedem, Edinho Lobão parece enterrar de vez não somente a atual candidatura, mas qualquer pretensão política posterior. Está indo pro tudo ou nada e deixando de ver o futuro político. Entrou na campanha como Edinho 30 e vai sair como uma pessoa desequilibrada, despreparada. Vai se consumando um dos grande problemas do marketing político: o candidato vai sair da campanha menor do que entrou.

Bandeiraço era outra coisa

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lula (1)Não sei exatamente quando começaram os bandeiraços. Mas quando iniciei minha militância no PT, lá pelos anos 80, eram motivo de alegria. Bastava marcar a data, o horário e o local que a militância estava lá, alegre, sorrindo, ainda que debaixo de muito sol, e encarando os mal encarados nos carros. Hoje o que se vê é patético, humilhante, com senhoras e moçoilas estáticas, com cara amarrada, livrando o almoço do dia.

Em São Luís, onde militei a maior parte de minha vida petista, geralmente íamos pros retornos das grandes avenidas, avenida Beira Mar, praias. Cada militante geralmente tinha sua própria bandeira, de estimação, feita em casa mesmo. Uma mais bonita do que a outra. Havia até aquelas que brilhavam com o sol, outras com dois tecidos costurados pra não ter frente nem verso; havia as gigantes, as brancas com estrela vermelha, as vermelhas com estrela amarela e letra preta. Não, não havia bandeira do PT verde, amarela e azul, que isso era coisa da direita. Mas sempre havia uma bandeira do Brasil.

Outra característica do bandeiraço era a presença do candidato. Nas eleições municipais, além dos candidatos a vereador, ia também o majoritário. Nas estaduais, o candidato a governador participava de algumas, as maiores, mas os proporcionais sempre estavam lá, com o santinho nas mãos, pedindo voto de carro em carro. Nesse tempo ainda era permitido usar camisa dos candidatos, que comprávamos pra arrecadar dinheiro pras campanhas, assim como fazíamos feijoadas, almoços, rifas, pra pagar a impressão dos santinhos. Era o jeito dos partidos de esquerda enfrentarem as máquinas das campanhas da direita.

Lembro do Lula na praça Deodoro em todas as campanhas. Ficávamos ali o dia todo, fazendo panfletagem e bandeiraço o dia inteiro avisando que mais tarde Lula estaria lá. E ouvíamos seu discurso atentos, sem piscar. Cheguei a ver alguns militantes-tietes dar a bandeira (aquela, feita em casa) pra ele autografar. Era o manto sagrado de todo petista. Até outro dia vi nas minhas gavetas uma bandeirinha que guardei desse tempo. Ainda deve estar lá no fundo, quieta, se sentindo inútil hoje em dia.

O mundo real vai acabar em 2015

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1612_oculusFãs de Matriz, tremei, vibrai. Está chegando a hora das aventuras de Neo e companhia virarem realidade. Um jovem pesquisador da Califórnia dedica-se a criar a realidade virtual mais real de todos os tempos. Para se ter uma ideia da importância, Mark Zuckerberg (sim, o dono de tudo), decidiu investir nada menos que 2 bilhões de dólares na pesquisa após experimentá-la por uma hora. Veja abaixo um trecho da matéria e click no link para ler a íntegra.

Uma das maiores revistas internacionais da área de tecnologia, em edição recente, garante, numa reportagem de capa, que o moleque Luckey está perto de mudar os mercados de jogos, filmes, TV, musica, design, medicina, sexo, esportes, artes, turismo, redes sociais, educação e até mesmo a própria realidade, esta “velha anciã” que já não nos é suficiente.

O Mundo Real Vai Acabar em 2015.

PT e PSDB escalam equipes para início de ‘guerrilha virtual’

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redes_sociaisÉ da avenida Indianópolis, na zona sul da capital paulista, que uma equipe monitora diariamente as menções na internet ao governador paulista, Geraldo Alckmin, e à sua administração.

Do diretório estadual do PSDB, um grupo acompanha quais são as principais palavras ligadas ao tucano e se as referências a ele são “positivas, negativas ou neutras”.

Esse mesmo grupo diz à direção do partido – e, consequentemente, à cúpula do governo do Estado– quando é preciso reagir aos “ataques virtuais”. Na última semana, a equipe trabalhou para tentar minimizar comentários negativos à atuação da Polícia Civil na cracolândia.

Enquanto críticos de Alckmin disseminavam comentários sobre a violência dos agentes, seus defensores promoviam uma “agenda positiva”, divulgando a sanção da lei que proíbe testes de cosméticos em animais.

Na região central da cidade (bairro da Bela Vista), uma equipe faz basicamente o mesmo trabalho, só que para o PT. Comandado pelo sociólogo Sérgio Amadeu e pelo jornalista Renato Rovai, o grupo usa um software para monitorar temas que interessam aos petistas e indicar como eles estão sendo tratados. “Mensalão”, “PT” e “Dilma” são as palavras-chave mais buscadas hoje.

Com informações da Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa clicando aqui.

Marca de lingerie bane as supermodelos e o Photoshop de suas campanhas

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aerie-4“Uma marca de lingerie se junta à cruzada para redefinir a beleza”, afirma o AdFreak. Qualquer semelhança com o discurso da Dove não é mera coincidência. A Aerie, fabricante de lingerie para garotas de 15 a 21 anos, afirma que não contratará supermodelos e também não usará mais o Photoshop para retocar as mulheres dos seus anúncios.

As garotas são bonitas, usam maquiagem e a iluminação também faz a sua parte, mas as fotografias passaram longe do Photoshop. “Mas essas garotas não precisam de retoques’, você diz. E eu concordo que as meninas estão provavelmente muito perto de impecáveis na vida real. Mas em um mundo onde o Photoshop morfa modelos já super gostosas em modelos super gostosas com coxas finas e pele perfeita e proporções não humanas (procure no Google por Photoshop fails da Victoria’s Secret para exemplos gloriosos), esse é um passo na direção certa”, opina o AdFreak.

Interessantes também as alterações no site da marca – quando uma garota escolhe um sutiã e define o seu tamanho, uma modelo de tamanho proporcional, que de fato veste um sutiã daquela numeração, aparece na tela, e não sempre a mesma modelo magérrima.

Com informações do BlueBus.

AdNews: Está difícil assistir aos comerciais de TV durante os intervalos

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Tem publicitário que gosta de dizer que não vê TV aberta, que só lê revistas sofisticadas e fica ligado apenas nas emissoras de rádio classe A. Estão alheios ao universo das pessoas com quem eles falam: a imensa maioria dos consumidores. Como sempre faço, num dia de semana a cada mês, assisto ao horário chamado de “super nobre” da Rede Globo. Que começa no Jornal Nacional e vai até o início do Jornal da Globo.

Recentemente, passei pela experiência de viver uma noite de TV aberta. Enquanto a produção dos programas melhora, principalmente das novelas, a publicidade brasileira, definitivamente, passa por um momento ruim.

Em pleno século XXI, é preciso ver mais de 15 comerciais para encontrar um com linguagem própria, criativo. São comerciais em que os anunciantes jogam dinheiro pela janela, tentando vender suas marcas de celulares, cervejas, bancos, carros, além do tradicionalmente pouco criativo varejo. Nessa relação, para ser justo, há um ou dois, em cada categoria, que vêm com a marca da criatividade. No comercial de um dos bancos, só pelo tom da voz do locutor você já faz a identificação de que aquele sai da paisagem, tem uma unidade e usa suas cores como ninguém.

Na categoria “automóveis”, muitas marcas anunciam da mesma forma. Geralmente uma celebridade apresenta para o telespectador as vantagens de comprar este ou aquele carro. E, depois de algum tempo, você não sabe se aquele carro era da marca X ou da marca Y.

As empresas de telefonia celular entraram na moda das ofertas. Uma dá tarifa zero para ligações entre aparelhos da mesma marca. A outra, um plano com preço fixo para um determinado número de ligações. E quase todas não explicam porque, por causa da sua tecnologia, eu devo dar preferência a elas. Tudo oferta. Tudo passageiro.

Todo profissional que trabalha com criação sabe que a coisa mais fácil do mundo é achar alguém importante, e desenvolver um texto para que ele fale para a câmera e pronto. Isso não é criação!

Naquela terça-feira, vendo aqueles comerciais, minha filha Eduarda, de 11 anos, ao meu lado perguntou: “Papai, tem gente ganhando para fazer isso aí, chato né?” E eu respondi: “Tem, minha filha, e o pior é que se acham gênios”.

Não tenho nada contra o uso de artistas e personalidades em comerciais. Quando utilizados com criatividade, o resultado é sempre melhor do que a apresentação de simples anunciadores. Em recente campanha para a Fisk, trabalhamos com os atores Bruno Gagliasso e Paloma Bernardi, interpretando um casal ciumento, em pleno aeroporto. Ajudou muito, superando o número de matrículas que a rede esperava.

Para lançar os telefones celulares em São Paulo, chamei o Jô Soares para fazer personagens diferentes em cada comercial. A história da campanha do Jô com a Telesp Celular é um case. De um planejamento para buscar 200 mil usuários, depois de um mês, tínhamos uma fila de mais de 1 milhão de pessoas.

No varejo, eu tenho certeza de que a culpa não é dos publicitários. Todos sabem como nesse segmento o cliente impõe suas regras e quer seguir tudo o que o concorrente faz. No caso de bebidas, carros, telefonia e bancos, pela qualidade de agências que todos têm, não dá para afirmar que o problema está no anunciante ou nos criativos que tocam suas campanhas. Tem gente que diz que é o cliente que está impondo suas ideias e seus caminhos e que, por medo de perder a conta, muitas agências aceitam. Como tenho acompanhado toda a evolução do marketing e dos clientes no Brasil, não dá para acreditar plenamente nesse motivo. Alguma coisa existe para que a propaganda brasileira tenha caído tanto nos últimos anos em termos de criatividade. Uma coisa é certa: é quase um sacrifício assistir ao horário comercial.

Artigo encaminhado por Agnelo Pacheco, publicitário que começou a carreira no início da década de 1970, montou a própria agência em 1985 e conquistou, entre outros, os prêmios Clio Awards de New York da Propaganda Brasileira, Leão de Ouro do Festival de Cannes e foi eleito o Publicitário do Ano pelo Prêmio Colunistas.

Com informações do site adnews.com.br.