PT e PSDB escalam equipes para início de ‘guerrilha virtual’

redes_sociaisÉ da avenida Indianópolis, na zona sul da capital paulista, que uma equipe monitora diariamente as menções na internet ao governador paulista, Geraldo Alckmin, e à sua administração.

Do diretório estadual do PSDB, um grupo acompanha quais são as principais palavras ligadas ao tucano e se as referências a ele são “positivas, negativas ou neutras”.

Esse mesmo grupo diz à direção do partido – e, consequentemente, à cúpula do governo do Estado– quando é preciso reagir aos “ataques virtuais”. Na última semana, a equipe trabalhou para tentar minimizar comentários negativos à atuação da Polícia Civil na cracolândia.

Enquanto críticos de Alckmin disseminavam comentários sobre a violência dos agentes, seus defensores promoviam uma “agenda positiva”, divulgando a sanção da lei que proíbe testes de cosméticos em animais.

Na região central da cidade (bairro da Bela Vista), uma equipe faz basicamente o mesmo trabalho, só que para o PT. Comandado pelo sociólogo Sérgio Amadeu e pelo jornalista Renato Rovai, o grupo usa um software para monitorar temas que interessam aos petistas e indicar como eles estão sendo tratados. “Mensalão”, “PT” e “Dilma” são as palavras-chave mais buscadas hoje.

Com informações da Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa clicando aqui.

Marca de lingerie bane as supermodelos e o Photoshop de suas campanhas

aerie-4“Uma marca de lingerie se junta à cruzada para redefinir a beleza”, afirma o AdFreak. Qualquer semelhança com o discurso da Dove não é mera coincidência. A Aerie, fabricante de lingerie para garotas de 15 a 21 anos, afirma que não contratará supermodelos e também não usará mais o Photoshop para retocar as mulheres dos seus anúncios.

As garotas são bonitas, usam maquiagem e a iluminação também faz a sua parte, mas as fotografias passaram longe do Photoshop. “Mas essas garotas não precisam de retoques’, você diz. E eu concordo que as meninas estão provavelmente muito perto de impecáveis na vida real. Mas em um mundo onde o Photoshop morfa modelos já super gostosas em modelos super gostosas com coxas finas e pele perfeita e proporções não humanas (procure no Google por Photoshop fails da Victoria’s Secret para exemplos gloriosos), esse é um passo na direção certa”, opina o AdFreak.

Interessantes também as alterações no site da marca – quando uma garota escolhe um sutiã e define o seu tamanho, uma modelo de tamanho proporcional, que de fato veste um sutiã daquela numeração, aparece na tela, e não sempre a mesma modelo magérrima.

Com informações do BlueBus.

AdNews: Está difícil assistir aos comerciais de TV durante os intervalos

Tem publicitário que gosta de dizer que não vê TV aberta, que só lê revistas sofisticadas e fica ligado apenas nas emissoras de rádio classe A. Estão alheios ao universo das pessoas com quem eles falam: a imensa maioria dos consumidores. Como sempre faço, num dia de semana a cada mês, assisto ao horário chamado de “super nobre” da Rede Globo. Que começa no Jornal Nacional e vai até o início do Jornal da Globo.

Recentemente, passei pela experiência de viver uma noite de TV aberta. Enquanto a produção dos programas melhora, principalmente das novelas, a publicidade brasileira, definitivamente, passa por um momento ruim.

Em pleno século XXI, é preciso ver mais de 15 comerciais para encontrar um com linguagem própria, criativo. São comerciais em que os anunciantes jogam dinheiro pela janela, tentando vender suas marcas de celulares, cervejas, bancos, carros, além do tradicionalmente pouco criativo varejo. Nessa relação, para ser justo, há um ou dois, em cada categoria, que vêm com a marca da criatividade. No comercial de um dos bancos, só pelo tom da voz do locutor você já faz a identificação de que aquele sai da paisagem, tem uma unidade e usa suas cores como ninguém.

Na categoria “automóveis”, muitas marcas anunciam da mesma forma. Geralmente uma celebridade apresenta para o telespectador as vantagens de comprar este ou aquele carro. E, depois de algum tempo, você não sabe se aquele carro era da marca X ou da marca Y.

As empresas de telefonia celular entraram na moda das ofertas. Uma dá tarifa zero para ligações entre aparelhos da mesma marca. A outra, um plano com preço fixo para um determinado número de ligações. E quase todas não explicam porque, por causa da sua tecnologia, eu devo dar preferência a elas. Tudo oferta. Tudo passageiro.

Todo profissional que trabalha com criação sabe que a coisa mais fácil do mundo é achar alguém importante, e desenvolver um texto para que ele fale para a câmera e pronto. Isso não é criação!

Naquela terça-feira, vendo aqueles comerciais, minha filha Eduarda, de 11 anos, ao meu lado perguntou: “Papai, tem gente ganhando para fazer isso aí, chato né?” E eu respondi: “Tem, minha filha, e o pior é que se acham gênios”.

Não tenho nada contra o uso de artistas e personalidades em comerciais. Quando utilizados com criatividade, o resultado é sempre melhor do que a apresentação de simples anunciadores. Em recente campanha para a Fisk, trabalhamos com os atores Bruno Gagliasso e Paloma Bernardi, interpretando um casal ciumento, em pleno aeroporto. Ajudou muito, superando o número de matrículas que a rede esperava.

Para lançar os telefones celulares em São Paulo, chamei o Jô Soares para fazer personagens diferentes em cada comercial. A história da campanha do Jô com a Telesp Celular é um case. De um planejamento para buscar 200 mil usuários, depois de um mês, tínhamos uma fila de mais de 1 milhão de pessoas.

No varejo, eu tenho certeza de que a culpa não é dos publicitários. Todos sabem como nesse segmento o cliente impõe suas regras e quer seguir tudo o que o concorrente faz. No caso de bebidas, carros, telefonia e bancos, pela qualidade de agências que todos têm, não dá para afirmar que o problema está no anunciante ou nos criativos que tocam suas campanhas. Tem gente que diz que é o cliente que está impondo suas ideias e seus caminhos e que, por medo de perder a conta, muitas agências aceitam. Como tenho acompanhado toda a evolução do marketing e dos clientes no Brasil, não dá para acreditar plenamente nesse motivo. Alguma coisa existe para que a propaganda brasileira tenha caído tanto nos últimos anos em termos de criatividade. Uma coisa é certa: é quase um sacrifício assistir ao horário comercial.

Artigo encaminhado por Agnelo Pacheco, publicitário que começou a carreira no início da década de 1970, montou a própria agência em 1985 e conquistou, entre outros, os prêmios Clio Awards de New York da Propaganda Brasileira, Leão de Ouro do Festival de Cannes e foi eleito o Publicitário do Ano pelo Prêmio Colunistas.

Com informações do site adnews.com.br.

Já está no ar: os 100 melhores álbuns da música brasileira de 2013

MMB2013Dorival Caymmi já disse que quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Mas o Brasil é samba e muito mais. Pra quem é curioso, navegando pela web podemos descobrir verdadeiras preciosidades musicais daqui, dali e de acolá. Samba, Bossa, Rock, Brega, Forró, Rap… Tem muita gente boa que, evidentemente, não consegue ser absorvida pela roda vida do mercado fonográfico nacional.

Mas se você é daqueles que não tem paciência pra garimpar as pepitas na grande rede, um maluco “jornalista e crítico cultural” de nome Ed Félix fez isso pelo bem da humanidade. Desde 2010 ele publica gratuitamente aqui na web os 100 melhores álbuns da música brasileira de cada ano. A versão de 2013 já está disponível. Ed Félix garante que ouviu mais de 600 álbuns e selecionou o creme de la creme. Vale a pena.

JN revela ao Brasil o que já sabemos: estado rico, povo pobre

Como diz aquele comercial: não está fácil pra Roseana. E como diz o seu maior aliado, o ex-presidente Lula: nunca, na história do Maranhão, a grande família foi tão exposta como agora. É um reflexo natural, decorrente de décadas de um mesmo clã no poder. Sim, clã, descendentes de um mesmo indivíduo, um mesmo senhor.

Até mesmo o distante Jornal Nacional da Rede Globo – que foi muito ajudada por José Sarney quando foi presidente – não teve como resistir. Enviou um bom repórter pra saber que história era essa da governadora dizer que o Maranhão está em crise na segurança por conta de estar se transformando em um estado rico. O que se revela é que, de fato, como sabemos, o estado cresce, mas a riqueza não aparece, não é distribuída e não é sentida. Pelo menos por nós.

Segue o link a matéria do JN, para quem não viu:

http://http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/v/maranhao-e-um-dos-piores-estados-nos-indices-sociais-do-pais/3080503/

Da arte da (não) bajulação pra conseguir expor sua arte

1293629088_img_8293Publico, sem autorização, texto de Marcelo Flecha. Dramaturgo e diretor teatral que vi a primeira vez no antigo festival de teatro que havia em Balsas, minha terra. Vale a reflexão, vale o estado de espírito, vale o estado de atenção.

Estado de atenção

*publicado originalmente por Marcelo Flecha em pequenacompanhiadeteatro.blogspot.com.br

Como membro da Pequena Companhia de Teatro, estou sempre a matutar sobre as maneiras de exceder as fronteiras da província. A incredulidade gerada pelo fato de nossa Cia. ser sediada no estado mais pobre da federação brasileira se apresenta como uma das principais barreiras para a nacionalização das nossas ações – fator fundamental para a sustentabilidade do nosso grupo. Nos últimos anos participamos de festivais pelo Brasil afora, circulamos através de projetos nacionais, ganhamos prêmios federais, contudo, não estamos integrados ao país; estamos encerrados em um estado de miséria, atraso, descaso, descuido e desatenção. Certamente, ninguém se lembra de nós. A referência não se estabelece, por maior qualidade que você imprima à sua obra. A pergunta mais recorrente será: que aporte pode dar ao nosso projeto uma Cia. vinda de um estado desses? Ouvimos isso com frequência em nossas viagens: da surpresa com a qualidade artística das nossas atividades por sermos do Maranhão. Mas a surpresa não serve, porque vem posterior ao fato. Preconceito? Não, realidade. Sem o estofo de um estado produtor, com políticas culturais eficientes, uma produção contundente e gestores públicos sérios, não será possível se integrar ao Brasil, estar presente no inconsciente coletivo dos atores que comandam os destinos culturais deste país (mote para uma reflexão futura). O curador, o parecerista, o crítico, o conselheiro, o produtor, o selecionador, jamais atribuirá um valor prévio endossado pelo entorno produtivo e criativo do nosso estado; nos olhará sempre

com desconfiança e indagará: do-ma-ra-nhão? Soma-se ao fato, a incapacidade “lobística” dos membros da Pequena Companhia de Teatro. Fora do nosso estado, temos algumas poucas e sinceras amizades que nos auxiliam na oxigenação do nosso fazer, porém, não temos a habilidade necessária para a articulação. Falando em primeira pessoa do singular, escolhi a arte por acreditar que estaria isento de certos males que assolam o mundo, dentre eles, a influência, a negociata, os interesses, a adulação. Ledo engano. Como todos, o meio artístico é habitado por humanos e, como tais, dedicam-se aos conchavos, acertos e toda sorte de idiossincrasias que extrapolam o interesse artístico e que não fazem parte da minha formação. Não é a regra, nem a exceção. Careço desse tipo de habilidade e o meu estomago não digere qualquer situação que não seja espontânea, orgânica ou fortuita. Pois é, um romântico. Em minha defesa posso dizer que comecei fazendo teatro amador nos anos 80, no interior do Maranhão. Apesar de a miséria ser a mesma, o espírito era diferente. As coisas eram simples, bonitas e honestas. Hoje, creio ser a obra de arte o que menos importa. Não é a exceção, nem a regra.

Marimbondos em transe: fogo no Maranhão

Maranhão-66_2Incrível texto do escritor e jornalista Xico Sá na Folha de S.Paulo. Tenta fazer ressurgir das entranhas da corrupção e dos desmandos da “oligarquia” a poesia que ainda resta no Maranhão. Só lendo:

 

 

Marimbondos em transe: fogo no Maranhão

Xico Sá

Poesia e política são demais para um homem só, como diz aquele cara do “Terra em Transe”, talvez o maior filme político brasileiro depois de “Tatuagem”, ainda em cartaz, graças a Deus.

Poesia e política são o “bom dia” de um homem que é homem e de uma mulher idem.

Poesia e política serão meus assuntos preferidos neste 2014 de Copa, eleições e os marimbondos de fogo de sempre.

Por isso vos digo:

Para entender o Maranhão 2014 é preciso rever o filme “Maranhão 66”, um curta-metragem de encomenda feita pelo gênio Glauber Rocha para documentar a posse de José Sarney ao governo dois anos depois do golpe dos milicos.

Você pode ver a fita aqui sobre o homem que ainda está lá –antes ou depois de ler estas linhas tortas sobre o assunto.

Não careço dizer muito. Vinte ou trinta palavras em torno do sol dos tristes trópicos são o suficiente.

Talvez seja preciso apenas a palavra oligarquia para explicar tudo que acontece agora naquelas incríveis terras meio amazônicas meio nordestinas.

O filmaço do profeta Glauber já revela tudo. Da maneira mais simples: o discurso empolado de Sarney, o cabeça indegolável do clã, sobre imagens tão fortes quanto os presos decapitados do Maranhão de hoje.

O “Maranhão 66” é aqui e agora.

O “Maranhão 66” agora teria uma versão “Maranhão 666”, o Maranhão da besta oligárquica.

Com uma ilha de modernidade e riqueza que arrota lagosta; com uma massa que só Jesus, o homem de Nazaré e o guaraná, salva.

Saltará o amigo, com o dedo da esperteza em riste no boteco: ah, até ai é apenas um pouquinho do Brasil aiá!

Não careço do numerol estatístico para dizer que o amigo se engana. O Maranhão anda pior. Vê-se a olho nu. Aquela miserona antiga, sob choupanas e barbeiros da doença de Chagas, ali ainda marca presença como a indigesta das gentes.

O Maranhão da luta renhida de Gonçalves Dias, Sousândrade, Ferreira Gullar, Adelino Nascimento, Joãosinho Trinta, WAS (poeta maranhense radicado no Hellcife), Alcione, Celso Borges, Zeca Baleiro, Zema Ribeiro, Bruno Azevêdo e pitombísticos militantos.

A palavra é oligarquia. Oligar quem? Do grego: governo de poucos.

A mesma palavra, caríssimo Aristóteles,  vivíssima em quase todos os outros 26 estados brasileiros. Com a diferença de estar mais diluída nos dicionários locais. Em nenhum outro a presença de uma só família é tão marcante. Posso estar errado. Fala Brasil que eu te escuto.

Oligarquia está na São Paulo dos tucanos, está na Minas de Aécio, está no peemedebismo (a doença infantil da putaria generalizada), está no Pernambuco de Campos e espaçosos, Cavalcantis e Cavalgados, está na hemodiálise diária da política lulo-dilmista, está no DNA de quase todos, dos sanguinários, dos guesas, dos sangrentos e dos sanguessugas.

Poesia e política são demais para um homem só. Como um greco-cratense amo juntar as duas coisas. Conto com vocês para esta verdadeira experiência químico-anarquista.

Nada como um post atrás do outro e um blogueiro desmiolado no meio. Até o próximo. A luta me descontinua.

Com informações da Folha de S.Paulo.

ONU pede ‘investigação imediata’ de violência e mortes em presídio do Maranhão

Signe_de_l'ONU,_GenèveA ONU (Organização das Nações Unidas) pediu nesta quarta-feira uma “investigação imediata, imparcial e efetiva” em relação às recentes cenas de violência e decapitação no presídio de Pedrinhas, no Maranhão.

Questionado pela Folha sobre as imagens reveladas ontem pelo jornal, o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU disse, por meio de nota, “lamentar mais uma vez” a preocupação com o que classifica de “terrível estado” das prisões brasileiras.

Maranhão proíbe venda de gasolina em garrafa após ataques

No vídeo, filmado pelos próprios detentos com um celular, presos mostram em detalhes três rivais decapitados. Diante das câmeras, os detentos comemoram as mortes e se divertem exibindo as cabeças cortadas.

“Lamentamos ter que, mais uma vez, expressar preocupação com o terrível estado das prisões no Brasil e apelar às autoridades a tomar medidas imediatas para restaurar a ordem na prisão de Pedrinhas e em outras prisões pelo país, bem como para reduzir a superlotação e oferecer condições dignas para pessoas privadas de liberdade”, disse o Alto Comissariado para os Direitos Humanos, órgão sediado em Genebra (Suíça).

Sobre as imagens, a ONU respondeu: “Apelamos às autoridades brasileiras para realizar uma investigação imediata, imparcial e efetiva dos fatos e processar as pessoas consideradas responsáveis”.

O Alto Comissariado para os Direitos Humanos é a instância máxima das Nações Unidas no combate à violação dos direitos humanos pelo mundo.

“Estamos incomodados por saber das conclusões do recente relatório do Conselho Nacional de Justiça, revelando que cinquenta e nove detentos foram mortos em 2013 no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, assim como as últimas imagens de violência explícita entre os presos libertados”, disse.

Ontem, governo do Maranhão classificou as imagens da decapitação de presos como “um ato de completa selvageria”. A gestão de Roseana Sarney (PMDB) também criticou a divulgação do vídeo.

Com informações da Folha de S.Paulo.

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